A ilusão do talento.

Acontece-lhe por vezes irritar-se com a conversa da gestão de talentos? Por todo o lado se fala de seleção e retenção de talentos. Fala-se da luta pelo melhor, e quem não encontra talentos para a sua empresa fica na «mó de baixo». Com base na minha longa experiência em ‘coaching’ e gestão, entendo que o cenário é bem diferente.

Em muitas empresas existem pessoas com muito talento, só que ocupam o lugar errado. São-lhes confiadas tarefas inadequadas. Quase com igual frequência, as chefias carecem de um entendimento claro de quais as qualificações que estes talentos – ou ‘high potentials’, a designação em inglês – devem ter.supertalent

Um talento, ou uma vocação, por si só não é suficiente para criar valor para a empresa. O termo certo  produtividade,que significa o rendimento num certo período de tempo.

A produtividade implica eficácia, eficiência e qualidade, em proporções equivalentes. Uma fraca prestação no serviço de assistência ou a qualidade inferior de um produto têm como consequência reclamações, que acarretam alto custos.

É frequente um colaborador responsável e orientado para o cliente render mais do que um outro, com talento e conseguido a peso de ouro, mas a quem falta a atitude mais acertada. Já assisti inúmeras vezes a três, quatro ou cinco colaboradores que se reúnem junto de um cliente com uma reclamação, sem que no final qualquer deles contribua para a solução – «não é da minha responsabilidade»; «não faz parte das minhas competências »; ou quaisquer outros argumentos.

Para muitos colaboradores, o objetivo não é a satisfação do cliente, mas a prova de que a culpa não é sua. E até as chefias e os diretores são mestres na arte de atirar uns para os outros a «batata quente» da responsabilidade. Daí que prestemos muita atenção, nas nossas ações de ‘coaching’, a que o sentido de responsabilidade ande de mãos dadas com a gestão.

O cliente é quem traz o dinheiro. E é pelo seu grau de satisfação que se deve medir o desempenho e cada colaborador, independentemente de quem seja a responsabilidade formal. Por este motivo é que os nossos cursos de ‘business’ e ‘manager coaching’ têm tanto sucesso e representam lucro para qualquer empresa.

© MORE Institut Ltd.
Autor: Fridolin Kimmig
Master Trainer Coach, Sénior Coach, Master Trainer PNL, Presidente da IHCOS, IN, ICI, Vice-Presidente da ECA.
Publicado revista RH – Human em Agosto 2012

 

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