O poder transformador do coaching, nas pessoas e nas empresas

Quando me foi proposto o tema que está no título do artigo, perguntei a mim mesma como escrever de forma sucinta sobre ele. Ao referir empresa, estamos a falar de um conjunto de pessoas-chave, que realizam um processo de ‘coaching’. O poder deste processo resume-se em sete aspectos essenciais(1) que deixo a seguir.

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– Desejo: Eu penso – Quando um cliente procura um ‘coach’, possui o desejo de redefinir a sua vida pessoal ou profissional. A raiz da palavra «definir » indica sentido e dar significado. Ao querer redefinir, pretendo dar um novo significado, um novo sentido à minha jornada. Nessa redefinição, questiono-me, procuro soluções, estou aberto a mudanças, a querer encontrar novas formas mais rápidas e práticas de recriar a minha vida.

– Motivação: Eu sinto – O desejo de redefinir contém combustível que movimenta a minha máquina, a que alguns chamam energia, uns paixão e outros força de vontade. Seja qual for para si a palavra que o faz vibrar, é por amor ao seu filho, ou à sua esposa, ou ao seu trabalho, ou à sua empresa, ou por si; é isso que o faz querer transformar-se, ser ainda melhor como profissional e pessoa.

– ‘Coach’: Eu conheço-o – Quem trabalhar consigo terá de ser o melhor profissional possível. Precisa de estar devidamente habilitado, ter competências técnicas, para além das capacidades comunicacionais e empáticas. O ‘coach’ não é o excelente orador. Uma coisa é um orador, outra é um ‘coach’. O ‘coach’ actua por detrás das cortinas do palco, onde o principal actor é o cliente. Tenho clientes que são gestores de topo, cujos nomes não uso em publicidade – a isso chamamos ética. Também o ‘coach’ responde a uma ética e à confidencialidade de dados.

– Clareza: Eu sei – Quando está numa situação difícil ou na teia dos seus pensamentos, a sua visão é por vezes turva e distinta de quando é um espectador, por exemplo de uma partida de futebol, ou de um filme. O ‘coach’ ajuda-o a abrir novas perspectivas, a ampliar as possibilidades, a clarificar escolhas, a definir num objectivo o que quer, para quando e com quem irá atingir o mesmo.

– Compromisso: Eu entrego-me – É o selo que o une ao seu desejo, à sua motivação e ao seu cumprir com o objectivo. É aceitar de bom grado a sua relação com o ‘coach’, a seriedade de um trabalho a dois, para viver no sentido em que redefiniu a sua vida pessoal e profissional.

– Acção: Eu ajo – É verificar que mudou, e que a acção é uma consequência natural da sua transformação. É «praticar» o objectivo, ouvir ‘feedback’ e rectificar a acção. É partilhar a alegria com o seu ‘coach’ a cada sessão, com o poder da mudança em curso.

– Resultados: Eu recolho – É colher o que semeou. É o aumento das vendas, ou sentir-se reconhecido, ou ascender na hierarquia da empresa, ou estar mais tranquilo com a pressão dos resultados, ou uma vida conjugal mais satisfatória, ou ainda a vitória daquela insegurança. São os frutos do seu trabalho, de um processo, e perceber que estamos sempre a tempo de mudar.


(1) Fonte: «Ciclo de Coaching – MORE Coaching»

© MORE Institut Ltd.
Autor: Karina Milheiros
Master Trainer Coach, Sénior Coach, Master Trainer PNL, Presidente da IHCOS, IN, ICI, Vice-Presidente da ECA.
Artigo escrito para revista Human Premium Edition 12/2011

 

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