Como o cérebro funciona para estabelecer objectivos?

Quando um cliente recorre aos serviços de um coach, ele estabeleceu o objectivo de procurar o apoio de um profissional para estabelecer objectivos. Algumas pessoas questionam-se, como trabalhar o objectivo para que o consiga concretizar? Outras pessoas referem que, os objectivos profissionais estabelecidos pela empresa são possíveis de serem atingidos, os difíceis, são os objectivos pessoais.

De forma geral, pensamos no que desejamos atingir. Porém, muitas vezes, não escrevemos no papel, e nem sempre nos questionamos se o objectivo reúne todas as condições para ser concretizado: será que é realista? Tem uma data exacta para ser atingido? Pode ser concretizado, no tempo e local que desejo? Quem posso envolver na minha rede de contactos para apoiar a execução do objectivo? E ainda outras questões, para atestar a veracidade do objectivo.

O coach auxilia o cliente a verificar e comprometer-se com os objectivos que quer atingir. Quando o cliente se responsabilizou pelo cumprimento do objectivo, o seu cérebro irá também o apoiar nessa fase. Como o cérebro funciona nessa operação?

O nosso cérebro possui alguns mecanismos biológicos que podemos “exercitar” para esse fim. Em primeiro, podem ser activados os sistemas sensoriais na imaginação e formulação do objectivo. O que verei, ouvirei ou irei sentir ao atingir o meu objectivo? Ao activar os sistemas sensoriais estou a activar partes do cérebro que cumprem essas funções, como por exemplo, o córtex motor, córtex pré-frontal, córtex visual entre outras. Ao estimular essas áreas do cérebro, consigo trazer “vida” a um objectivo que está por acontecer, que ainda não ocorreu. Ou seja, torno o objectivo mais “realista”, pois atribuo características sensoriais a uma frase abstracta.

Outra parte do cérebro que é activada é o chamado SAR – sistema de activação reticular. cerebroO SAR recebe informações das terminações nervosas, sensoriais dos braços, tronco, cabeça, pernas, pescoço e órgãos internos que convergem para a espinha dorsal. O SAR actua como uma secretária, que irá seleccionar que tipo de informação está autorizada a passar para a mente consciente ou para o subconsciente. Por exemplo, está no aeroporto, e talvez, não presta atenção, enquanto são chamados nomes desconhecidos, ou referidas informações de menor relevância para si, por alguém no altifalante. Mas quando ouve o seu nome, rapidamente a sua atenção será despertada, como ouvisse um aviso do seu subconsciente para o seu consciente: “ouça, atenção, alguém está a dizer o seu nome!”. Nesse momento, houve uma instrução, que foi gerada por um estímulo sensorial, a audição (ouviu o seu nome), que alerta a sua mente racional.

O SAR, ajuda filtrar a enorme quantidade de informação e estímulos diários. Ele auxilia a separar o que é importante do acessório. Dessa forma, ao estimular sentidos e a permitir construir na imaginação, o seu objectivo, estará a “enviar uma mensagem” ao cérebro para aceitar sinais, palavras ou estímulos que vão de encontro ao seu objectivo. Caso não estivesse “focado” no objectivo, essa informação seria excluída, como o ruído de fundo, que considera ao ouvir a informação falada no aeroporto através do altifalante.

Dessa forma, podemos usar os recursos do nosso cérebro, para nos apoiar a alcançar um objectivo bem formulado e a concretizar o que almejamos.

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Autor: Karina Milheiros
Master Trainer Coach, Sénior Coach, Master Trainer PNL, Presidente da IHCOS, IN, ICI, Vice-Presidente da ECA.
Publicado na revista – 7pm setembro 2011

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