Por que Celebramos o Natal?

Reunimos alguns factos curiosos e desconhecidos sobre o Natal, para curtir com a sua família, nesta quadra.

*Natal a 7 de Janeiro! Como seguem o calendário juliano (introduzido por Júlio César), as Igrejas Ortodoxa russa e a de Jerusalém, por exemplo, comemoram o natal a 07 de Janeiro.

*7 mil anos de Natal. Ainda antes do nascimento de Jesus Cristo, a civilização celebrava, em festa, o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte. Essa noite representava o ponto de virada das trevas para luz: o “renascimento” do Sol, e a certeza de colheitas no ano seguinte. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza.

*Celebração a Mitra. É 25 de dezembro! Este dia era comemorado o nascimento daquele que veio trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos Homens, o deus persa Mitra, que representa a luz, a primeira religião “universal” do mundo greco-romano. Famílias trocam presentes, e usufruem das comidas festivas.

*Dia 25.12, dia de Apolo! Os romanos celebravam o festival da Natalis Solis Invicti ou Nascimento do Sol invicto, associado ao nascimento de Apolo a 25 de Dezembro, de acordo ao calendário juliano, introduzido no ano 45 a. C.

*Dezembro – Advento de Huitzilopochtli, deus do sol e de guerra! Durante o período de 7 a 26 de dezembro, os astecas decoravam suas casas e árvores com bandeiras de papel, haviam corridas rituais, procissões, danças, músicas, orações e, sacrifícios humanos. Uma estátua do deus Huitzilopochtli era feita com sementes de amaranto (huautli) e mel, e no final do mês, era cortada em pequenos pedaços para que todos saboreassem um pequeno pedaço do deus. Aproveitando a coincidência das datas, os primeiros evangelizadores promoveram a celebração do natal e, assim, o deus pré-hispânico desapareceu.

*Verde na decoração Natalícia. A Enciclopédia Brittânica cita o uso de decoração de galhos, coroas e guirlandas feitas das folhas verdes de árvores, como um símbolo da vida eterna, entre os antigos egípcios, chineses e hebreus.

* Árvore de Natal é alemã. Nos países nórdicos os ramos de abeto eram usados no início do inverno para afastar os espíritos malignos e ao mesmo tempo, o verde trazia a esperança do retorno da primavera. Quando os primeiros cristãos chegaram ao norte da Europa, descobriram que seus habitantes celebravam o nascimento de Frey, deus do Sol e fertilidade, adornando uma árvore perene, na data próxima ao Natal cristão. Esta árvore simbolizava a árvore do Universo. Mais tarde, São Bonifácio, evangelizador da Alemanha, tomou um pinheiro, que simbolizava o amor de Deus, e o decorou com maçãs e velas. As maçãs simbolizavam o pecado original e as tentações (Adão e Eva), enquanto as velas representavam a luz de Jesus Cristo, como a luz do mundo. As primeiras árvores de Natal usadas em casas foram referidas como “paraísos”. Posteriormente, as árvores foram decoradas com bolachas de pastelaria redondas que simbolizavam a Eucaristia, que se transformaram em um dos ornamentos que decoram as árvores de Natal alemãs até hoje.

* Expansão da Árvore de Natal pelo Mundo. A primeira árvore de Natal em Viena foi criada em 1814 por Fanny von Arnstein, uma proeminente mulher da sociedade judaica de Berlim, em cuja casa participaram representantes da alta nobreza. Em 1832, o professor alemão de Harvard Karl Follen foi o primeiro a colocar uma árvore de Natal em sua casa em Cambridge, Massachusetts, apresentando assim esse costume para a Nova Inglaterra. Os imigrantes alemães levaram o costume das árvores de natal e presentes para o Reino Unido. Mas a popularização desse costume aconteceu, quando a Rainha Victoria e príncipe Albert (nativo da Saxónia) criaram uma árvore elaborada para os seus filhos, no Castelo de Windsor, em 1841.

* O presépio de São Francisco de Assis. A tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII, em Itália. O santo, fez uma missa noturna com uma representação simbólica da cena de nascimento, com uma manjedoura, boi, mula, e um bebé, numa caverma humilde. São Franciso cantou o Evangelho e pregou sobre o nascimento de Cristo, filho de Deus.

*Ásia Menor, século IV. Nasce o Pai natal! Conta a lenda que São Nicolau de Mira, o bispo de Mira (antiga cidade da Lícia localizada onde hoje está a pequena Kale (Demre), na Província de Antália,Turquia) salvou 3 jovens da prostituição, jogando pela janela, 1 saquinho cheio de ouro durante 3 dias consecutivos. O dote das jovens lhes rederam casamento e bons maridos.

*Santa Claus é Pagão. O culto São Nicolau foi adotado pela Igreja Católica que ensinou os povos germânicos, distribuírem presentes a 25 de dezembro em vez de 6 de dezembro. Esses grupos adoravam um panteão de deuses, sendo liderado por Wodan (ou Odin). Wodan tinha uma barba longa e branca, um velho manto com capuz, cavalgava no seu Sleipnir, o lendário Corcel Negro de 8 patas que era o cavalo mais veloz do mundo, cavalgando em terra, no mar e no ar. Wodan cavalgava durante uma noite, pelos céus, no inverno, visitando o seu povo com presentes.

*Clemente Clark Moore – o pai do trenó! Clemente Clark Moore revitaliza com o seu poema São Nicolau. Ele o coloca a viajar num trenó puxado por renas, e populariza a entrada pela chaminé. O ilustrador alemão Thomas Nast, com base no poema de Moore, desenhou mais de 2.200 imagens de desenho animado de Santa Claus para Harper’s Weekly. Nast colocou o pai natal no Pólo Norte, sua oficina cheia de elfos, e sua lista dos filhos bons e maus do mundo.

*Santa Claus troca de roupa. Os trajes verdes do papai noel são trocados pelo vermelho e branco em 1931, quando a Coca-Cola realizou uma grande campanha publicitária usando um Papai Noel vestido conforme a criação de Nast.

(Fonte bibliográfica: Wikipedia)
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Em MOREletter, 04.12. 2017